Kitap · Os Lusiadas
Sayfa 130 / 368
Yazar: Luis de Camoes
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26 "Estavam pelos muros, temerosas, E de um alegre medo quase
frias, Rezando as mães, irmãs, damas e esposas, Prometendo jejuns
e romarias. Já chegam as esquadras belicosas Defronte das amigas
companhias, Que com grita grandíssima os recebem, E todas grande
dúvida concebem.
27 "Respondem as trombetas mensageiras, Pífaros sibilantes e
atambores; Alférezes volteam as bandeiras, Que variadas são de
muitas cores. Era no seco tempo, que nas eiras Ceres o fruto
deixa aos lavradores, Entra em Astreia o Sol, no mês de Agosto,
Baco das uvas tira o doce mosto.
28 "Deu sinal a trombeta Castelhana, Horrendo, fero, ingente e
temeroso; Ouviu-o o monte Artabro, e Guadiana Atrás tornou as
ondas de medroso; Ouviu-o o Douro e a terra Transtagana; Correu
ao mar o Tejo duvidoso; E as mães, que o som terríbil escutaram,
Aos peitos os filhinhos apertaram.
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