Книга · Os Lusiadas
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Автор: Luis de Camoes
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6 "Deixamos de Massília a estéril costa, Onde seu gado os
Azenegues pastam, Gente que as frescas águas nunca gosta Nem as
ervas do campo bem lhe abastam: A terra a nenhum fruto enfim
disposta, Onde as aves no ventre o ferro gastam, Padecendo de
tudo extrema inópia, Que aparta a Barbaria de Etiópia.
7 "Passamos o limite aonde chega O Sol, que para o Norte os
carros guia, Onde jazem os povos a quem nega O filho de Climene a
cor do dia. Aqui gentes estranhas lava e rega Do negro Sanagá a
corrente fria, Onde o Cabo Arsinário o nome perde, Chamando-se
dos nossos Cabo Verde.
8 "Passadas tendo já as Canárias ilhas, Que tiveram por nome
Fortunadas, Entramos, navegando, pelas filhas Do velho Hespério,
Hespérides chamadas; Terras por onde novas maravilhas Andaram
vendo já nossas armadas. Ali tomamos porto com bom vento, Por
tomarmos da terra mantimento.
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