Ksiazka · Os Lusiadas
Strona 232 z 368
Autor: Luis de Camoes
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29 O Capitão o abraça em cabo ledo, Ouvindo clara a língua de
Castela; Junto de si o assenta, e pronto e quedo, Pela terra
pergunta, e cousas dela. Qual se ajuntava em Ródope o arvoredo,
Só por ouvir o amante da donzela Eurídice, tocando a lira de
ouro, Tal a gente se ajunta a ouvir o Mouro.
30 Ele começa: "Ó gente, que a natura Vizinha fez de meu paterno
ninho, Que destino tão grande ou que ventura Vos trouxe a
cometerdes tal caminho? Não é sem causa, não, oculta e escura,
Vir do longínquo Tejo e ignoto Minho, Por mares nunca doutro
lenho arados, A Reinos tão remotos e apartados.
31 "Deus por certo vos traz, porque pretende Algum serviço seu
por vós obrado; Por isso só vos guia, e vos defende Dos inimigos,
do mar, do vento irado. Sabei que estais na Índia, onde se
estende Diverso povo, rico e prosperado De ouro luzente e fina
pedraria, Cheiro suave, ardente especiaria.
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