Libro · Os Lusiadas
Pagina 74 di 368
Autore: Luis de Camoes
Tempo0:00
Velocita (WPM)0.0
Precisione100.0%
Premi inizia e digita le righe esattamente. · Backspace disattivato — continua anche dopo un errore.
1 Agora tu, Calíope, me ensina O que contou ao Rei o ilustre
Gama: Inspira imortal canto e voz divina Neste peito mortal, que
tanto te ama. Assim o claro inventor da Medicina, De quem Orfeu
pariste, ó linda Dama, Nunca por Dafne, Clície ou Leucotoe, Te
negue o amor devido, como soe.
2 Põe tu, Ninfa, em efeito meu desejo, Como merece a gente
Lusitana; Que veja e saiba o mundo que do Tejo O licor de Aganipe
corre e mana. Deixa as flores de Pindo, que já vejo Banhar-me
Apolo na água soberana; Senão direi que tens algum receio, Que se
escureça o teu querido Orfeio.
3 Prontos estavam todos escutando O que o sublime Gama contaria,
Quando, depois de um pouco estar cuidando, Alevantando o rosto,
assim dizia: "Mandas-me, ó Rei, que conte declarando De minha
gente a grão genealogia: Não me mandas contar estranha história,
Mas mandas-me louvar dos meus a glória.
Premi inizia e digita le righe esattamente.
Non iniziato