Livre · Os Lusiadas
Page 75 sur 368
Auteur: Luis de Camoes
Temps0:00
Vitesse (WPM)0.0
Précision100.0%
Clique sur démarrer puis tape exactement les lignes. · Retour arriere desactive — continuez meme apres une erreur.
4 "Que outrem possa louvar esforço alheio, Cousa é que se costuma
e se deseja; Mas louvar os meus próprios, arreceio Que louvor tão
suspeito mal me esteja; E para dizer tudo, temo e creio, Que
qualquer longo tempo curto seja: Mas, pois o mandas, tudo se te
deve, Irei contra o que devo, e serei breve.
5 "Além disso, o que a tudo enfim me obriga, É não poder mentir
no que disser, Porque de feitos tais, por mais que diga, Mais me
há-de ficar inda por dizer. Mas, porque nisto a ordens leve e
siga, Segundo o que desejas de saber, Primeiro tratarei da larga
terra, Depois direi da sanguinosa guerra.
6 "Entre a Zona que o Cancro senhoreia, Meta setentrional do Sol
luzente, E aquela que por f ria se arreceia Tanto, como a do meio
por ardente, Jaz a soberba Europa, a quem rodeia, Pela parte do
Areturo, e do Ocidente, Com suas salsas ondas o Oceano, E pela
Austral o mar Mediterrano.
Clique sur démarrer puis tape exactement les lignes.
Non démarré