Libro · Os Lusiadas
Pagina 175 de 368
Autor: Luis de Camoes
Tiempo0:00
Velocidad (WPM)0.0
Precisión100.0%
Pulsa iniciar y escribe las líneas exactamente. · Retroceso desactivado — continua incluso tras un error.
57 --"Ó Ninfa, a mais formosa do Oceano, Já que minha presença
não te agrada, Que te custava ter-me neste engano, Ou fosse
monte, nuvem, sonho, ou nada? Daqui me parto irado, e quase
insano Da mágoa e da desonra ali passada, A buscar outro inundo,
onde não visse Quem de meu pranto e de meu mal se risse,
58 --"Eram já neste tempo meus irmãos Vencidos e em miséria
extrema postos; E por mais segurar-se os Deuses vãos, Alguns a
vários montes sotopostos: E como contra o Céu não valem mãos, Eu,
que chorando andava meus desgostos, Comecei a sentir do fado
inimigo Por meus atrevimentos o castigo.
59 --"Converte-se-me a carne em terra dura, Em penedos os ossos
sefizeram, Estes membros que vês e esta figura Por estas longas
águas se estenderam; Enfim, minha grandíssima estatura Neste
remoto cabo converteram Os Deuses, e por mais dobradas mágoas, Me
anda Tétis cercando destas águas."--
Pulsa iniciar y escribe las líneas exactamente.
Sin iniciar